
Depois de anos afastado da franquia, voltei a jogar Just Dance com Just Dance: Decades of Hits, novo título da Ubisoft. E, apesar de ter encontrado algumas surpresas positivas, minha experiência também trouxe uma ressalva importante sobre a precisão dos controles por movimento no Nintendo Switch.
Por muitos anos, joguei a série no Xbox utilizando o Kinect, e retornar à franquia trouxe aquela nostalgia de uma época em que dançar na frente da televisão fazia parte da diversão. No entanto, a experiência com os Joy-Con me deixou com algumas dúvidas sobre o reconhecimento dos movimentos (ou a falta deles).
Antes de falar sobre isso, vale destacar que o jogo chegou ao Nintendo Switch original, algo que eu não esperava. Imaginei que o lançamento seria exclusivo do Switch 2 e que talvez aproveitasse a câmera do console, mas não foi o caso. A versão otimizada para o novo console está prevista para novembro, e quando sair, quero conferir o que vai mudar nessa edição.
A precisão dos Joy-Con deixa a desejar?
Minha principal ressalva durante as primeiras horas com Just Dance: Decades of Hits foi justamente o reconhecimento dos movimentos. Acostumado lááá ná época do falecido Kinect, senti falta da precisão que lembrava do acessório do Xbox. É possível que a memória afetiva tenha influenciado essa percepção, mas alguns momentos me fizeram questionar se os movimentos estavam sendo identificados corretamente.
Vou compartilhar algo muito engraçado enquanto preparava essa prévia: eu consegui avançar no modo história balançando o Joy-Con no bolso da bermuda enquanto continuava sentado na cadeira e escrevia minhas anotações. Confesso que na hora eu ri… Mas isso me deixou um tanto frustrado.
É claro que Just Dance não precisa ser uma experiência extremamente punitiva. A diversão deve estar em dançar, acompanhar as músicas e aproveitar o momento, sem transformar cada movimento em uma avaliação rigorosa. Ainda assim, quando é possível avançar sem reproduzir a coreografia de maneira correta, fica a sensação de que o esforço para dançar perde parte do sentido.
Essa foi minha principal crítica durante a experiência com a versão de Nintendo Switch. Não acho que isso apague os méritos do jogo, mas é um ponto que gostaria de ver melhor trabalhado.
35 músicas para reunir diferentes gerações

Deixando os controles de lado, gostei bastante da proposta de Just Dance: Decades of Hits. O jogo reúne 35 músicas de seis décadas, dos anos 1970 aos anos 2020, criando uma seleção que pode agradar a diferentes gerações.
A ideia funciona especialmente bem para quem pretende jogar em família ou reunir amigos. Com músicas de períodos tão diferentes, a proposta é fazer com que cada pessoa encontre alguma faixa conhecida e tenha vontade de participar.
É um conceito que combina bastante com a identidade da franquia: transformar a música e a dança em uma atividade compartilhada. Depois de tantos anos afastado, foi muito bacana reencontrar essa dinâmica, embora eu precise admitir que meu fôlego já não seja o mesmo de 2014 haha.
Adventure Mode é o grande destaque da experiência

Uma das novidades que mais me surpreenderam foi o Adventure Mode, apresentado como o primeiro modo história da franquia principal.
Nele, acompanhamos Lyra Gigavolt em uma aventura para resgatar seu pai, o Dr. Gigavolt. Para isso, a personagem viaja por diferentes décadas e enfrenta desafios de dança ao longo do caminho.
O modo não se limita a apresentar uma sequência de músicas. A aventura também conta com cenas animadas, fases musicais, colecionáveis e momentos de quiz (como um jogo de trivia) relacionados às diferentes épocas.
Confesso que não sabia muito bem o que esperar dessa proposta, mas terminei a experiência inicial com uma impressão bastante positiva. O modo história traz justaente uma camada de progressão e oferece um motivo extra para continuar avançando.
Um dos detalhes de que mais gostei foi o mapa da aventura, que lembra a estrutura de progressão de Super Mario Bros.. Em vez de simplesmente selecionar músicas em uma lista, o jogador escolhe as fases, avança pelo mapa e desbloqueia recompensas.
Os quizzes (plural estranho né? eu sei…) também ajudam a diversificar a experiência, especialmente porque é possível encontrar perguntas diferentes ao revisitar esse conteúdo. Parece algo simples, mas eu prometo que torna a jornada mais interessante e reforça a proposta de explorar diferentes décadas da música.
Para mim, o Adventure Mode é um dos principais motivos para olhar com atenção para Just Dance: Decades of Hits. Ele dá mais contexto à progressão e mostra que a Ubisoft buscou maneiras de expandir a experiência para além das coreografias.
Party Mode e Workout Mode ampliam as possibilidades

Além da aventura, o jogo conta com outros modos que trazem diferentes maneiras de aproveitar a franquia.
O Party Mode permite partidas para até seis pessoas e inclui eventos inesperados durante as músicas. A proposta é adicionar situações diferentes às coreografias e criar momentos divertidos para quem estiver jogando em grupo.
Já o Workout Mode é voltado para quem deseja transformar as sessões de dança em uma atividade física. O modo permite acompanhar o gasto de energia, oferecendo uma alternativa para quem quer se movimentar enquanto se diverte.
Essas opções complementam a proposta de um jogo que pode ser aproveitado tanto sozinho quanto em encontros com amigos e familiares. Com o modo história, as partidas em grupo e a possibilidade de acompanhar a atividade física, são diferentes motivos para continuar dançando depois de conhecer as músicas disponíveis.
Just Dance: Decades of Hits vale a pena?

Bom… no geral, minha primeira impressão de Just Dance: Decades of Hits é positiva, principalmente pela variedade de conteúdo e pelas novidades introduzidas nesta edição.
A seleção de 35 músicas distribuídas por seis décadas tem potencial para reunir diferentes gerações, enquanto o Adventure Mode se destaca como uma adição interessante para quem deseja uma experiência com mais progressão. O Party Mode e o Workout Mode também ampliam as possibilidades de uso, seja para jogar com outras pessoas ou para transformar a dança em exercício.
Minha principal ressalva continua sendo a precisão dos Joy-Con. A experiência me deixou com saudades do Kinect e da maneira como me lembrava de jogar no Xbox. É uma percepção pessoal, e seria interessante conferir se a edição otimizada para o Switch 2 traz alguma diferença nesse aspecto.
Vale reforçar que estas são impressões da versão para o Nintendo Switch original, e não uma análise definitiva. A edição otimizada para o Switch 2 chega em novembro, e ainda quero conferir como ela se comporta.
Por enquanto, Just Dance: Decades of Hits me surpreendeu pelo conteúdo e, principalmente, pela iniciativa de acrescentar um modo história à fórmula tradicional. Se a Ubisoft conseguir aprimorar a experiência de reconhecimento dos movimentos, a proposta tem potencial para agradar tanto quem acompanha a franquia há anos quanto quem pretende começar a dançar agora.
E você, também jogava Just Dance com o Kinect ou começou a dançar com os Joy-Con? Quero saber se essa saudade da precisão do Xbox é só um surto meu mesmo ou faz sentido, haha!
Stories











