Anunciada oficialmente na última quarta-feira (26), a decisão da CMA britânica de bloquear a compra da Activision Blizzard representou um duro golpe para as intenções da Microsoft. Apesar de a situação da empresa agora ser considerada difícil, analistas de mercado afirmam que ela não representa necessariamente o fim de suas chances para concluir a aquisição da publicadora.
Em uma declaração feita ao site VGC, o analista Michael Pachter, da Wedbush Securities, afirmou que a decisão “enguiça o processo, mas o negócio não está morto”. Para ele, a dona do Xbox tem grandes chances de vencer em um apelo e, mesmo que isso não aconteça, o negócio pode prosseguir mediante algumas concessões.
#Microsoft and #Activision merger: A thread on our concerns for the future of #CloudGaming
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— Competition & Markets Authority (@CMAgovUK) April 26, 2023
Para Pachter, a decisão da CMA está do “lado errado da lei” na questão que envolve a Activision Blizzard. “Em última análise, a decisão depende da crença da CMA que a Microsoft terá poder de precificação devido ao seu domínio do mercado em jogos na nuvem. Acreditamos que a crença da CMA está correta e a Microsoft errou ao não abordar esse problema antes da decisão da CMA”, afirmou.
Compra da Activision Blizzard pode se arrastar até o final de 2023
O analista da Wedbush Securities completa afirmando que, em seu apelo, é importante que a dona do Xbox se comprometa a manter uma precificação de US$ 15 em seus serviços, valor suscetível a ajustes ligados à inflação. “Acreditamos que a CMA vai reverter sua posição se a Microsoft fizer essa oferta”.
Também em um comunicado enviado ao VGC, a Hard-Rolls afirmou que reverter uma decisão do órgão é algo historicamente difícil, mas não impossível. No entanto, ela alertou que, no melhor dos casos, um apelo favorável à Microsoft faria com que ela só conseguisse concluir a compra da publicadora no final de 2023 ou em 2024.

Caso a dona do Xbox não consiga convencer a CMA, ela pode fazer com que o acordo seja aprovado ao se comprometer a manter os títulos da Activision fora do Game Pass no Reino Unido. “Se ela falhar, ela captura a maior parte do valor, mas suas perspectivas do crescimento do Game Pass no Reino Unido (uma parcela pequena do produtor doméstico bruto global) vão ser limitadas devido à menor quantidade de conteúdo disponível no serviço”, explicou Pachter.
Tanto a Microsoft quanto a Activision Blizzard discordaram da decisão da entidade regulatória e afirmaram que vão disputar sua validade nos tribunais adequados. A Comissão Europeia deve dar seu próprio veredito sobre a continuidade da compra no dia 22 de maio, sendo que as duas empresas ainda precisam encarar e vencer um processo aberto pela FTC norte-americana antes que a fusão possa ser concluída.

Empreendimento lucrativo
Activision Blizzard registra nova rodada de lucros guiados pelo segmento mobile
Fonte: VGC
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