
Depois de anos disponível no Nintendo Switch apenas por meio de versões em nuvem, Kingdom Hearts finalmente chega ao Nintendo Switch 2 em versões nativas. E não estamos falando apenas de um ou dois jogos: a coleção reúne praticamente toda a saga principal de Sora em um único pacote, incluindo jogos, capítulos complementares e filmes em alta definição.
A chegada é especialmente interessante para quem nunca teve contato com a franquia ou ficou perdido diante da quantidade de títulos lançados ao longo dos anos. A coleção reúne três grandes pacotes — Kingdom Hearts HD 1.5 + 2.5 ReMIX, Kingdom Hearts HD 2.8 Final Chapter Prologue e Kingdom Hearts III + Re Mind — e oferece cerca de dez experiências diferentes, sendo sete conteúdos jogáveis e três apresentados em formato de filme.
Depois de experimentar os diferentes títulos no Nintendo Switch 2, nossa primeira impressão é de uma coleção que entrega uma experiência bastante completa para quem quer finalmente conhecer a franquia na plataforma da Nintendo. Porém, há alguns pontos que merecem atenção, principalmente a ausência de localização em português.
Uma coleção muito maior do que apenas Kingdom Hearts 1, 2 e 3

Uma das primeiras coisas que pode confundir quem está chegando agora é justamente o nome da coleção. Apesar de ser chamada de Kingdom Hearts Collection 1–3, ela não reúne simplesmente os três jogos numerados.
O primeiro pacote, HD 1.5 + 2.5 ReMIX, traz seis experiências. Entre elas estão Kingdom Hearts Final Mix, Chain of Memories, 358/2 Days, Kingdom Hearts II Final Mix, Birth by Sleep Final Mix e Re. Já o pacote 2.8 Final Chapter Prologue adiciona Dream Drop Distance, Birth by Sleep 0.2 – A Fragmentary Passage e o filme Back Cover.
Por fim, temos Kingdom Hearts III, acompanhado da expansão Re Mind.
O resultado é uma coleção que tenta colocar praticamente toda a história da franquia nas mãos do jogador. Isso é importante porque a narrativa de Kingdom Hearts não segue necessariamente a ordem de lançamento dos jogos. Além disso, alguns acontecimentos importantes estão espalhados justamente por títulos que originalmente chegaram a portáteis como Game Boy Advance, Nintendo DS, PSP e Nintendo 3DS.
Ou seja: é perfeitamente possível jogar apenas os capítulos numerados, mas quem quiser compreender o universo em sua totalidade encontrará informações importantes nos jogos e filmes complementares.
Kingdom Hearts 1.5 + 2.5 ReMIX
O primeiro contato com a coleção acontece por meio do pacote 1.5 + 2.5 ReMIX, que reúne seis experiências bastante diferentes entre si.
O ponto de partida é Kingdom Hearts Final Mix, o primeiro jogo da franquia e responsável por apresentar Sora, a Keyblade e a jornada pelos diferentes mundos ao lado de Donald e Pateta. Mesmo sendo um jogo que já possui bastante tempo de estrada, a primeira impressão no Switch 2 é bastante positiva.


Visualmente, o título continua bonito em alta definição e parece ter envelhecido muito bem. É possível perceber alguns elementos que denunciam sua idade, mas isso não impede que a experiência continue agradável. Para quem ficou de fora das versões anteriores, a diferença visual em relação ao que existia no Nintendo Switch é bastante perceptível.
Durante a experiência, a impressão foi de uma performance estável, aparentemente em 30 FPS. Como não se trata de uma análise técnica, não é possível cravar uma especificação definitiva apenas com essa experiência inicial, mas a taxa de quadros parece permanecer nessa faixa.
O principal ponto negativo já aparece aqui e se repete pelos demais títulos: não há localização ou legendas em português. Para quem não domina o inglês, isso pode representar uma barreira considerável, principalmente em uma franquia conhecida por sua narrativa extensa.

Chain of Memories aposta em uma fórmula completamente diferente
Kingdom Hearts: Chain of Memories é provavelmente uma das experiências que mais se distancia da estrutura tradicional da série. Originalmente lançado para Game Boy Advance, o jogo utiliza um sistema baseado em cartas, funcionando praticamente como um deck builder.
Em vez de simplesmente atacar os inimigos da mesma maneira que nos demais jogos, o jogador utiliza cartas para executar ações, atacar e até invocar aliados. É uma mecânica bastante diferente, mas não chega a ser difícil de compreender para quem já está familiarizado com os outros capítulos.
As cutscenes também aparecem em alta definição, e o remaster mantém uma apresentação bastante competente. A experiência inicial mostra que, apesar da diferença na jogabilidade, existe uma identidade clara com o restante da franquia.

358/2 Days e Re: Coded são apresentados como filmes
Entre os conteúdos do pacote estão também 358/2 Days e Re: Coded. Diferentemente dos jogos tradicionais, aqui o jogador encontra compilações de cenas apresentadas em formato de filme.
No caso de 358/2 Days, lançado originalmente para Nintendo DS, é possível perceber em alguns momentos que o material nasceu como um jogo. Algumas partes utilizam textos e sequências que funcionam como uma forma de resumir acontecimentos entre as cenas.
A coletânea permite selecionar capítulos e avançar diretamente para determinados trechos. Além disso, alguns extras vão sendo desbloqueados conforme o jogador assiste ao conteúdo, incluindo materiais relacionados aos personagens.
A história funciona como uma peça complementar aos acontecimentos de Kingdom Hearts e Chain of Memories, trazendo informações que ajudam a preencher lacunas antes de Kingdom Hearts II.
A mesma proposta aparece em Re: Coded, outro conteúdo apresentado como filme. A possibilidade de navegar pelos capítulos facilita bastante a consulta, especialmente para quem quer revisitar apenas determinado momento da história.

Kingdom Hearts II continua sendo um dos grandes destaques
Kingdom Hearts II Final Mix é o segundo capítulo numerado e, de acordo com a pesquisa realizada para o vídeo, é considerado por muitas pessoas como um dos melhores jogos da franquia.
A experiência inicial no Switch 2 reforça a impressão de que o título continua visualmente agradável. Os modelos dos personagens apresentam boa qualidade em alta definição, e a jogabilidade mantém os comandos tradicionais da série.
Como nos demais jogos, a ausência de português faz muita falta amigos… Para quem pretende acompanhar a história com atenção, a única opção é com o domínio do inglês.

Birth by Sleep mostra outra perspectiva da história
Kingdom Hearts Birth by Sleep Final Mix apresenta uma história ambientada dez anos antes do primeiro Kingdom Hearts e acompanha Terra, Ventus e Aqua, três aprendizes de Keyblade.
A estrutura de gameplay mantém vários elementos encontrados nos jogos principais, incluindo combates, magias e a possibilidade de travar a mira nos inimigos. A experiência no Switch 2 se mostrou estável e visualmente agradável, especialmente considerando a origem do jogo.
Mais uma vez, porém, fica a impressão de que a taxa de quadros poderia ser maior. A experiência parece mirar novamente na faixa dos 30 FPS, embora eu acredito que uma avaliação técnica específica seja necessária para confirmar isso.
Kingdom Hearts 2.8 Final Chapter Prologue

O segundo grande pacote da coleção é o 2.8 Final Chapter Prologue, que reúne três experiências: Dream Drop Distance, Birth by Sleep 0.2 – A Fragmentary Passage e Back Cover.
Dream Drop Distance foi originalmente lançado para Nintendo 3DS e agora ganha uma nova oportunidade de ser experimentado de forma nativa em uma plataforma da Nintendo. A experiência inicial chama atenção principalmente pelo salto visual proporcionado pela versão em alta definição.
O combate segue a estrutura conhecida da franquia, com ataques, esquivas, bloqueios, magias e movimentação em tempo real. Mesmo vindo de um portátil com limitações diferentes, a adaptação consegue apresentar uma experiência bastante agradável no Switch 2.
Já Back Cover funciona de maneira diferente. Em vez de simplesmente apresentar cenas retiradas de um jogo, trata-se de uma animação produzida para contar uma parte da história da franquia. O conteúdo também representa um ponto bastante antigo da cronologia de Kingdom Hearts, acontecendo milhares de anos antes do primeiro jogo.
Por fim, Birth by Sleep 0.2 – A Fragmentary Passage é uma experiência particularmente interessante visualmente. O jogo funciona como uma sequência de Birth by Sleep e apresenta acontecimentos relacionados a Aqua, além de funcionar como uma espécie de prólogo para Kingdom Hearts III.
Aqui o salto gráfico é bastante perceptível. O título utiliza uma apresentação muito mais próxima daquela encontrada em Kingdom Hearts III, e isso faz com que ele se destaque bastante visualmente dentro da coleção.
O combate também mantém a base conhecida dos demais capítulos, mas a apresentação é consideravelmente mais moderna. A primeira impressão é de uma experiência muito bonita no Nintendo Switch 2.
Kingdom Hearts III mostra o potencial da coleção

Chegamos então a Kingdom Hearts III, acompanhado da expansão Re Mind. Naturalmente, esse era um dos momentos mais aguardados para conferir como a franquia se comportaria no Nintendo Switch 2.
A primeira impressão é bastante positiva. O jogo apresenta gráficos muito bonitos, cenários detalhados e modelos de personagens que mostram claramente a diferença em relação aos capítulos mais antigos.
O combate mantém os conceitos apresentados ao longo da série, permitindo utilizar ataques, magias e diferentes combinações durante as batalhas. A resposta dos comandos também agradou durante a experiência inicial, sem a sensação de atraso nos comandos…

Durante a jogatina, a experiência se mostrou bastante agradável no portátil. Mais uma vez, a impressão é de que o jogo trabalha próximo dos 30 FPS, mas seria necessária uma análise técnica específica para determinar exatamente o desempenho.
A apresentação visual, por outro lado, é um dos pontos que mais chamam atenção. O jogo consegue entregar uma experiência muito mais próxima do que se espera de um título moderno, e é interessante observar essa evolução depois de passar pelos capítulos anteriores.
Afinal, preciso jogar tudo para entender Kingdom Hearts?
Essa talvez seja a principal dúvida de quem olha para a coleção pela primeira vez. E a resposta, a partir dessa experiência, é relativamente simples: não é obrigatório jogar tudo para acompanhar a história principal.
É possível conhecer a trajetória central de Sora jogando Kingdom Hearts, Kingdom Hearts II e Kingdom Hearts III. Porém, quem escolher esse caminho vai perder uma quantidade considerável de informações presentes nos títulos intermediários.
Os jogos complementares e os filmes existem justamente para preencher essas lacunas e ampliar o universo. Alguns acontecimentos importantes são apresentados fora dos capítulos numerados, e isso faz com que a experiência completa seja bastante diferente para quem decide conhecer toda a coleção.
Esse formato também mostra como Kingdom Hearts acabou se tornando uma franquia multimídia. Ao longo da coleção, encontramos RPG tradicional, deck builder, jogos originalmente lançados para portáteis e filmes. Cada experiência contribui de alguma maneira para construir esse universo.
Para quem quer apenas conhecer a história principal, portanto, os três numerados são um caminho possível. Para quem quer mergulhar de verdade na franquia, a coleção completa oferece uma quantidade enorme de conteúdo.
Uma ótima oportunidade para conhecer Kingdom Hearts no Switch 2

A primeira impressão da Kingdom Hearts Collection no Nintendo Switch 2 é bastante positiva. A principal mudança em relação à experiência que os jogadores tinham na plataforma anterior é justamente a chegada das versões nativas, permitindo aproveitar os jogos sem depender da solução em nuvem.
Os títulos mais antigos continuam visualmente bonitos em alta definição, enquanto as experiências mais recentes, principalmente Birth by Sleep 0.2 e Kingdom Hearts III, mostram um salto visual bastante significativo.
A ausência de português, entretanto, continua sendo um ponto que pesa contra a coleção para o público brasileiro. Todos os jogos apresentados durante essa experiência inicial permanecem sem localização em nosso idioma, o que pode dificultar a compreensão da história para quem não domina o inglês.
Ainda assim, para quem sempre teve curiosidade sobre Kingdom Hearts, mas nunca soube exatamente por onde começar, essa coleção finalmente oferece uma maneira bastante completa de entrar nesse universo no Nintendo Switch 2.
Mesmo começando sem ser um grande conhecedor da franquia, a variedade de propostas, personagens e formas diferentes de contar essa história torna fácil entender por que tantos jogadores desenvolveram uma relação tão forte com Kingdom Hearts.
E aí amigos, vocês pretendem pegar o game no Switch 2? Participe nos cometários!
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