
Na última quinta-feira (14), a Unity anunciou que foi forçada a interromper temporariamente suas atividades como consequência de uma “ameaça de morte crível” contra suas equipes. Segundo uma investigação conduzida pela polícia de San Francisco, uma pessoa que trabalha para a própria companhia foi a responsável pela ação.
Em um comunicado enviado para o Polygon, a polícia afirmou que foi informada de que “um empregado fez ameaças à sua empregadora usando as redes sociais”. Sem explicar se a pessoa em questão foi detida, o departamento de polícia afirma que as ameaças foram feitas por alguém que trabalha fora dos escritórios que a empresa mantém na Califórnia.

As ameaças de morte aconteceram em um momento em que a Unity tem sido bastante criticada por desenvolvedores. A companhia anunciou esta semana uma nova “taxa de instalação” que tem caráter retroativo e pode fazer com que milhares de estúdios tenham suas receitas e sobrevivência ameaçadas.
Unity não mudou de posição
Mesmo com a ameaça de morte e as críticas que vem recebendo, a companhia não anunciou nenhuma mudança em suas políticas. Embora ela tenha tentado esclarecer alguns de seus pontos, as explicações adicionais relacionadas a cobranças sobre jogos distribuídos gratuitamente ou por campanhas de caridade não se mostraram convincentes.
The four points remain: no retroactive changes, allowing an exit before terms go into affect, no black-box measurements, no charging for things that do not make revenue that developers cannot control or limit.
That said, it might be worth going through the latest Unity responses
— Rami Ismail (رامي) (@tha_rami) September 15, 2023
Desenvolvedores argumentam que a nova taxa da Unity representa uma grande quebra de confiança, já que os termos de serviço da plataforma previam que nenhuma mudança teria caráter retroativo — e essa parte do contrato foi apagada pela companhia. Além disso, há sérias dúvida sobre a maneira como ela vai conseguir medir a quantidade de instalações de um game.
Para que ela consiga fazer medições precisas, será preciso que suas ferramentas sejam bastante intrusivas e violem a privacidade de usuários, movimento que também vai prejudicar consumidores. Os novos termos também devem prejudicar a relação de criadores com as plataformas, já que caberia ao Xbox ou à PlayStation pagar as taxas de games que seriam oferecidos em serviços como o Game Pass e a Plus.

Abuso de privilégios
CEO da Unity vendeu milhares de ações pouco antes de anunciar nova política de taxas
Fonte: Polygon
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