O Brasil ama Pokémon, e o Brasil ama Vampire Survivors. Um tem monstrinhos carismáticos adoráveis, o outro entrega um looping de gameplay viciante por R$11. E se o nosso país ama esses 2 jogos, nada mais justo que o próprio Brasil criar a mistura dos 2. Mas nem só de mistura vive um jogo, e é por isso que Shard Squad, além de pegar o melhor dos 2 mundos, adiciona ótimas ideias pro estilo.
Shard Squad foi lançado para o PC há alguns meses, e finalmente chega pra consoles, o que inclui o Nintendo Switch. Sendo desenvolvido pela The Root Studios e publicado pela Nuntius Games, o jogo entrega uma experiência satisfatória, por um precinho de R$20.
Como Funciona
Em termos de game-design, como o jogo funciona, a base é como o Vampire Survivors, um estilo de jogo que uns chamam de bullet-heaven, rogue-horder, outros chamam justamente de survivors-like, enfim.
A ideia do jogo é sobreviver à uma horda de inimigos sem fim, e em menos de 20 minutos, sair de um personagem fraco, para um “exército de um homem só”. Então, o tempo todo coletamos pontos de experiência que vão adicionando novas habilidades acumulativas até seu personagem “sair da água pro vinho”, e é muito satisfatório ver essa evolução e ter a experiência de detonar hordas gigantescas.
Já a base Pokémon vem de uma coleção de monstrinhos, que aqui, passam de 20, cada um com uma habilidade única, e distribuídos entre tipos elementais entre água, trovão, fogo, etc. Além disso, uma característica essencial é a evolução: esses mesmos 20 monstrinhos podem evoluir durante a fase, assumindo uma forma mais poderosa e visualmente mais intimidante.
Novidades
O jogo ainda traz algumas novidades, pelo menos em relação à jogos como Vampire Survivors.
A primeira delas, é que o jogo traz diversos eventos por tempo limitado durante as fases. Então, durante toda a fase, o jogo de repente inicia um evento, como “tente coletar 10 desses itens específicos espalhados pelo mapa em até 30 segundos”, “sobreviva à uma escuridão por 20 segundos” , “derrote 15 desse inimigo específico”, etc. Isso é bem interessante porque te tira da zona de conforto, te obriga a adaptar sua estratégia, e simplesmente traz mais variedade para a fase.
Outra ideia interessante é que cada Shard tem 3 habilidades de sincronia, que são habilidades que só ativam caso você tenha um outro Shard no time com a mesma habilidade. Então, às vezes você vai montar um time só com Shards femininas, porque tem uma habilidade que fêmeas ajudam a reduzir a recarga das outras; tem habilidade de sincronia que aumenta ataques em chefes, e até casais específicos. São várias opções, e elas aumentam o leque de possibilidades pra se criar a build perfeita.
Prós e Contras
Agora, falando de erros e acertos:
O acerto é que a mistura ficou muito boa, mantendo o que é bom, e adicionando coisas novas. Então, ele é um jogo muito fácil de se gostar. Mesmo na questão da dificuldade, ele tem 2 diferentes, então, dá pra jogadores com experiências distintas jogarem o game tranquilamente. Os Shards em si também tem um bom carisma, então, é uma franquia que pode ir além desse jogo. A pixel art dele também é muito bonita, e claro o design dos Shards é muito bom, e isso é meio que essencial pra gente gostar de um jogo de monstrinhos.
Já em termos de problemas, eu diria que você precisa ir com uma expectativa ajustada, porque não é um jogo que tenta ser uma nova referência no estilo, é um jogo que tem suas limitações. Além disso, entra um pouco na categoria de “problemas evitáveis”, mas, no modo fácil, ele é realmente fácil num ponto onde você não sente que está desenvolvendo muita estratégia, então, fica a recomendação de experimentar a segunda dificuldade, nem que seja após jogar as fases na primeira. Como o jogo foca nos Shards, também tem a questão de que não existem tantas opções de upgrades pro nosso personagem em si, então, você acaba melhorando sempre as mesmas coisas. O seu time é sempre variado, mas o personagem principal, não. O último problema é curioso, que é o fato dos inimigos terem designs muito alegres. Daí, como você está numa zona de guerra, invocando vários Shards companheiros, tem hora que você fica confuso se o que está vendo na tela é amigo ou inimigo.
Conclusão
Shard Squad é um jogo que diverte facilmente por pegar o carisma de monstrinhos elementais de Pokémon, e aplicar num dos melhores game-designs recentes que é o de Vampire Survivors; e tudo isso juntando com ideias novas que refinam a experiência. Não é um jogo que foca em ampliar o escopo dos jogos do estilo, então, falta alguns elementos e mecânicas de outros jogos, mas isso porque ele foca em criar uma mistura nova.
É um jogo nacional, lançado na eShop do Brasil por apenas R$20, então, é uma ótima forma de se jogar um jogo bom, sem gastar muito.
Pontuações Técnicas
Direção de Gameplay: 2,5/3
Direção Multi-Arte: 2,5/3
Desempenho e/ou Funcionalidades: 1,5/2
Conteúdo e/ou Fator Replay: 1,5/2
Shard Squad
8
Nota Técnica
B+
Tier de Experiência
Plataforma:
Nintendo Switch
Lançamento:
30 de julho de 2026
Português:
Sim
Prós
Shards carismáticos
Eventos durante as fases são bem divertidos
Precificação ótima
Contras
Poucas opções de melhorias para o personagem em si
Inimigos com designs nada intimidantes colocam dúvida se é um inimigo ou aliado
Roteirista e integrante da equipe Coelho no Japão desde 2020. Comprou um WiiU por causa de Smash Utimate mesmo tendo acesso no 3DS...e não se arrependeu.
Adora ser caçador de jogos desconhecidos que ele jura que é bom, mas só ele gosta, os tais "PedrokaGames" segundo seus companheiros de equipe.
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