Nintendo Switch Sports Resort foi lançado em Outubro de 2026, sendo uma sequência da direção que a franquia tomou com o título anterior -Nintendo Switch Sports-.
Ao que parece, a Nintendo voltou a acreditar na franquia após ótimos números de vendas (o anterior vendeu mais de 18 milhões de unidades), e para o novo jogo, focou em expandir, não apenas numericamente os esportes presentes, mas principalmente, nas áreas em que o anterior deixava a desejar, para se tornar, enfim, um party-game completo.
O essencial

A base da franquia sempre serão seus esportes, e eles estão aqui em boa forma. Inclusive, temos uma matéria entrando em mais detalhes sobre cada um dos 12 esportes.
O uso do sensor de movimento está bem preciso, a maioria dos esportes possuem pelo menos um modo extra ou variação, e 9 dos 12 suportam partidas online.
Além disso, não só todos eles podem ser jogados com amigos no mesmo console, como apenas o Boxe vai EXIGIR um segundo par de joy-cons para isso; já que os demais esportes que precisam do par, ou são esportes onde um jogador joga por vez, ou no caso da Motonáutica, o jogo adapta sua jogabilidade para um joy-con único, o que é excelente. Portanto, o próprio jogo acaba criando um desejo para que o boxe também tivesse uma adaptação, ou pelo menos um modo secundário que funcionasse dessa forma.

Os 3 esportes que não possuem suporte à partidas online são os chamados “Esportes Recreativos”. Sendo eles “Avião a hélice”, “Skate” e “Motonáutica” (que sim, é o jet-ski), esses esportes trazem meios de locomoção e portanto, são focados em exploração. Mas eles tem ao menos um modo ainda voltado à competição.
A única reclamação nesse sentido de possibilidades, é a misteriosa falta de opção de enfrentar CPUs em alguns esportes “de turno” como Boliche, Tiro com Arco e Golf, além do modo “Com a bola toda” do esporte Avião a Hélice. Os 3 primeiros, em especial, são estranhos pois, é possível enfrentar CPUs no modo Coroa da Ilha, então não é como se não tivessem treinado IAs para isso, a opção só não está lá e esses esportes, quando jogados sozinho, se resumem ao jogador se desafiando somente.
Mais que o básico

Se a base da série, que são os esportes para multiplayer, estão quase sem reclamações, o verdadeiro recheio vem do aumento de conteúdo single-player do jogo.
O modo Coroa da Ilha divide o protagonismo com os Esportes Recreativos nesse sentido.
O Coroa da Ilha traz um ranking de 20 desafiantes controlados pela CPU, e a ideia é basicamente vencer todos eles para chegar no topo. Como o ranking é individual para cada um dos 9 esportes (os recreativos não participam aqui), é seguro dizer que tem pelo menos 10 a 20 horas de jogo aqui, dependendo do seu nível de jogo. Isso porque, a progressão de dificuldade é real, os desafiantes no topo, realmente vão exigir um certo nível de domínio naquele esporte.
Para além disso, sem entrar em spoilers, além dos 20 desafiantes, existem surpresas nesse modo também.

Já os Esportes Recreativos (Avião, skate e jet-ski) possuem seus próprios objetivos para um jogador. Nos 3 esportes, existem 2 objetivos principais:
- Coletar fotos Spocco, espalhados pelo mapa.
- Fazer missões que incluem encontrar coletáveis e atividades específicas para cada um dos 3 esportes.
Não é um modo perfeito pois ele exige repetição, já que o jogador reexplora a ilha 3 vezes em cada esporte, e mesmo dentro do esporte, revisita 3 vezes em períodos diferentes do dia.
Ainda assim, estamos falando de mais de 10 horas de conteúdo só aqui, e numa abordagem complementar ao Coroa da IIlha, já que aqui a ideia é mais relaxar e explorar.

Por fim, todos os esportes possuem 5 conquistas, que são missões para se cumprir. Apenas jogando o Coroa da Ilha ou cumprindo os Registros dos Esportes Recreativos, boa parte dessas conquistas já serão feitas, mas algumas são bem específicas a ponto de você se planejar para cumpri-las.
O jogo também possui uma loja para comprar acessórios e personalizar seu personagem. Esses itens são vendidos em cartelas temáticas (kit de Halloween, kit de inverno, etc).
A loja tem itens rotativos por período (mensal, semanal), mas honestamente, para o lançamento do jogo, a quantidade é realmente pequena. Em menos de 10 horas, vencendo o Coroa da Ilha em 1 esporte, e coletando as fotos Spocco do Avião, já foi suficiente para não só comprar tudo disponível, mas ter dinheiro guardado para 2 cartelas futuras.
Outros aspectos

Ainda há mais sobre o jogo no geral.
Em termos de performance, o jogo trás visuais bonitos sim, mas ainda carregam aquela característica “não é nova geração” também presente em vários lançamentos da Nintendo pro Switch 2. No geral, eles estão melhores que o anterior (que já era um jogo bonito) e a direção de arte em si é boa, mas ainda parece ser apenas o jogo de Switch (1) rodando num modelo “pro”.
Dito isso, tecnicamente o jogo ainda deixa a desejar. Serrilhados ainda presentes e principalmente no modo de voo se nota pop-in e outros aspectos técnicos. O jogo não só não falha em se mostrar um verdadeiro “next-gen” como mesmo num nível baixo, não entrega uma experiência redondinha.
A trilha sonora continua sendo acima da média dos jogos desse estilo, uma ótima banda, ótimos temas e momentos que remetem aos clássicos. Nada a adicionar aqui.
Uma última crítica vai à progressão do jogo. Aqui, o multiplayer é por perfil, e até é possível criar um perfil de convidado. Porém, em alguns modos, como as missões dos Esportes Recreativos, o jogo pede para escolher quem fará o progresso. E mesmo nas 5 Conquistas dos esportes, mesmo que 2 amigos cooperem para cumpri-las, apenas o que fez o feito em si ganha o selo.
Obrigar a compartilhar progresso também poderia ser um problema, mas a opção deveria ser dada, afinal, explorar juntos ajuda muito a agilizar o processo, mas se só um dos 2 vai realmente progredir, o outro jogador terá que rejogar para recoquistar o progresso.
Conclusão

Apesar de ainda não ser um pacote ambicioso como um Super Smash Brós Ultimate é, não há dúvidas de que Nintendo Switch Sports Resort se esforça muito mais que seu antecessor para entregar mais conteúdo, tendo mais variedade.
Ainda existem algumas críticas como a repetitividade nos Esportes de Recreatividade, mas o vasto conteúdo single-player, somado ao já divertidíssimo modo multiplayer, com online totalmente funcional e quase todo seu conteúdo podendo ser jogado em multiplayer local com apenas um par de joy-con, tornam esse título, um party-game completo.
Pontuações
- Direção de Gameplay – 2,5/3
- Direção Multi-Arte (história, trilha e visuais) – 2,5/3
- Desempenho e/ou funcionalidades – 1,5/2
- Conteúdo e/ou Fator Replay – 1,5/2

Resumo da análise
8
Nota Técnica
A+
Tier de Experiência
Prós
- Bom conteúdo single-player
- Multiplayer local e online funcionais
- Quase todos os esportes possuem ao menos um modo extra ou variação
Contras
- Repetitividade nos Esportes de Recreação
- Progresso não unificado entre 2 perfis
- Tecnicamente fraco
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