
Ghost Trick: Phantom Detective é um game originalmente lançado para Nintendo DS em 2010, e agora está chegando remasterizado para as plataformas da nova geração e PCs. Ele começa de onde a maioria dos games termina: você morrendo. Mas ao invés de recarregar seu save e tentar de novo, você abraça sua vida no outro plano e tenta salvar o dia, descobrir quem te matou e o porquê, já que você perdeu suas memórias de quando era vivo.
Link de compra do game na Nintendo Store
Link de compra do game na Steam
Link de compra na Xbox Store
Link de compra na Playstation Store
Fizemos os testes na versão de Nintendo Switch e, definitivamente, esse é um game excelente para dispositivos portáteis. Mas creio que ele também pode fazer a alegria da galera mesmo nas telas maiores. Hora de travessuras fantasmagóricas no resto da nossa análise!
Buuuuuu
O maior mérito de Ghost Trick: Phantom Detective é o quanto esse jogo é leve e divertido. É um excelente game para os momentos mais descompromissados, quando você está de olho em algo mais tranquilo para jogar e dá até para arriscar um multitela com alguma outra coisa.

O jogo segue o estilo puzzle, com desafios que envolvem um misto de dedução, criatividade e um pouco de timming. Como falecido, você é um fantasma que tem a capacidade de fazer possessões em objetos inanimados, saltando de um para o outro. E é nessa mecânica que você precisa se deslocar pelo mapa, descobrir novas pistas sobre sua morte e, principalmente, interferir nas ações das pessoas vivas com todo tipo de truque para mudar seus destinos.
Você é um fantasma pulando de objeto em objeto
O desafio principal é lidar com suas limitações, já que você só salta de um objeto para outro em um raio bastante limitado, além de ter uma força bastante baixa, só conseguindo mover pequenos objetos. Muito do jogo é observar o que as pessoas estão fazendo, e buscar janelas de oportunidade para que pequenas ações mudem sua atenção.
Recarregando o save dos outros
Um dos aspectos mais interessantes do gameplay são as mudanças de destino. Na medida que você avança na história, você encontra personagens que morreram. Uma de suas habilidades é voltar no tempo, ou mais especificamente, voltar para 4 minutos antes do ser vivo (o que inclui, em algumas fases, até animais). Ali é possível assistir os eventos que levaram a morte, e ir rebobinando e “fuçando” nos acontecimentos até evitar essa morte, e mudar o destino da pessoa. E é dessa forma que você vai avançando na história, salvando personagens que vão lá na frente ajudando a desvendar o que aconteceu na noite em que você morreu.
Salvar as pessoas é o seu jeito de descobrir seu passado, e mudar o futuro
Nesses resgates você também entra em contato com a alma da pessoa (ou pet) que morreu, e pode ter conversas com eles. E como fantasma, você pode também ficar ouvindo o que é dito pelos personagens pelas fases, construindo assim a narrativa do game. Sem dúvida descobrir o mistério por trás de sua morte é um forte motivo para motivar o jogador a fechar o game, com a trama ficando cada vez mais enrolada na medida que você é confrontado com algumas surpresas ao longo do caminho.
Limitações
Há várias melhorias no visual do game, modernizando tanto a estética das fases e dos personagens, bem como novos arranjos para as ótimas trilhas sonoras do jogo. Mas ficou faltando algumas modernizações. A primeira é que ele não foi efetivamente adequado ao padrão 16:9. O game ainda usando bordas em torno da tela para cobrir o buraco deixado pelo tradicional 4:3 da versão original de Nintendo DS.

Outra é que o jogo tem umas transições desnecessárias. Quando você avança uma distância maior dentro das fases, há efeitos “fade to black” que pareciam ter um propósito nos tempos do DS, mas que obviamente não são mais necessários nos hardwares mais modernos. A simplicidade do game com certeza viabilizaria uma transição entre áreas sem necessidade desses intervalos.
Não possuir tradução para o português é um gigantesco vacilo
Mas o maior problemas de todos é que um game altamente focado na narrativa não recebeu nenhuma atenção para os consumidores brasileiros. Ele não tem a disponibilidade do português brasileiro (ou mesmo de Portugal) entre os idiomas disponíveis. Considerando que nem há vozes no game, ou seja, é só tradução textual, a Capcom fica abaixo da qualidade que entregou em lançamentos recentes como a franquia Resident Evil.
Vale a pena?
Eu gostei muito de jogar Ghost Trick: Phantom Detective. Seus personagens carismáticos, com animações meio pastelonas e enredos misteriosos cheios de puzzles são pedida certa para fãs de clássicos como “Monkey Island”, “Full Throttle” e “Broken Sword”.

Infelizmente cada fase tem essencialmente uma resolução para cada desafio, então não tem potencial de replay neste game. Mesmo com alguns desafios adicionais da versão remaster, assim que você já descobre o mistério por trás da noite da morte do protagonista, o game já “deu o que tinha para dar”. Espere ter em torno de 12 horas de jogatina, o que é um período bem satisfatório, na minha opinião, para contar essa aventura.
Em geral, acho que o game vale a pena. Mesmo ainda ficando devendo algumas melhorias aqui ou ali para usar melhor telas wide, por exemplo. Ele trás uma história divertida e momentos insólitos que valem a pena ser jogados. Se você dominar o inglês, espanhol ou alguma das línguas que o game ganhou versões.
O post REVIEW | Ghost Trick: Phantom Detective – assombrando os outros e resolvendo mistérios apareceu primeiro em Adrenaline.
Stories











