O remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time vai além de uma atualização visual do clássico do Nintendo 64. Após testar o jogo por duas horas a convite da Nintendo, Rodrigo Coelho compartilhou suas experiências no último vídeo do canal e a partir delas, trazemos para vocês aqui nesta prévia.
Bom amigos, acho que no geral todos concordamos que o jogo já parecia incrível desde os trailers, não é verdade? haha
Entre os destaques da prévia estão a introdução do botão dedicado ao pulo, a reformulação de puzzles, alterações em áreas conhecidas e a inclusão de dublagem em português brasileiro. Para o Coelho, essas novidades fazem com que revisitar lugares familiares seja também uma oportunidade de descoberta.
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Novo botão de pulo muda a exploração de Hyrule

Uma das mudanças mais importantes está na movimentação de Link. O remake introduz um botão dedicado ao pulo, permitindo que o jogador decida quando saltar para alcançar plataformas, bordas, escadas e cipós.
No começo, a novidade causou estranhamento em Rodrigo, que estava acostumado ao funcionamento da movimentação no jogo original. Ele conta que caiu em buracos e errou trechos de plataforma até se adaptar ao novo controle.
Depois desse período inicial, porém, passou a gostar da liberdade adicional. O personagem também pode correr, o que permite continuar correndo depois de uma cambalhota, sem depender exclusivamente de rolamentos para se deslocar mais rapidamente.
A câmera livre controlada pelo analógico direito também contribui para essa mudança. Na avaliação de Rodrigo, a combinação entre movimentação mais confortável e maior liberdade para observar os cenários torna a exploração mais agradável.
As mudanças não se limitam aos controles. Algumas seções do mundo foram modificadas para incorporar o pulo: certos buracos ficaram mais estreitos, permitindo que Link se agarre à borda caso erre o salto, enquanto outros trechos exigem mais habilidade do jogador.
A novidade aparece logo no início da aventura, durante a busca pela primeira espada na Floresta Kokiri. O percurso em que Link precisa evitar uma pedra rolante continua presente, mas o baú não está mais no mesmo local conhecido pelos jogadores do Nintendo 64. Agora, ele fica em uma plataforma elevada, e o caminho exige subir uma escada e executar um salto.

Essa é uma maneira interessante de apresentar a nova mecânica em uma situação familiar. Mesmo sabendo o que procura, o jogador precisa prestar atenção novamente ao percurso para alcançar seu objetivo.
Combates ganham mais impacto e exigem atenção ao cenário
O combate no game também foi beneficiado pelas mudanças na câmera, nas animações e nos efeitos sonoros. Rodrigo destaca especialmente a sensação de impacto dos golpes da Espada Mestra (sim, em português haha), que considera mais satisfatória graças à combinação entre animação, som e uma breve pausa no golpe final.

Os Stalfos, por sua vez, estão mais agressivos. Mesmo com o conhecimento adquirido no jogo original, o jogador precisa observar os ataques dos inimigos e escolher o momento adequado para esquivar. E o novo botão de pulo também amplia as possibilidades de esquiva.
Essa mudança fica evidente na arena dos Stalfos, no Templo da Floresta. No jogo original, havia um buraco no centro da sala, e cair nele podia levar o jogador ao andar inferior, obrigando-o a refazer parte do caminho.
No remake, o espaço foi alterado e passou a contar com um líquido como um veneno mesmo, que causa dano. Os inimigos podem atravessar essa área, o que exige atenção ao posicionamento durante o combate.
A mudança mantém a punição pelo erro, mas elimina parte da repetição que existia na versão original. Essa revisão preserva o ritmo do confronto sem obrigar o jogador a refazer um trecho que já havia superado.
Templo da Floresta tem puzzles reformulados

O Templo da Floresta foi uma das principais áreas exploradas durante a prévia e um dos exemplos mais claros de como o remake modifica o clássico sem abandonar sua identidade.
Além das alterações na arena dos Stalfos, alguns quebra-cabeças foram substituídos ou reformulados. A sala da plataforma giratória, por exemplo, deu lugar a um desafio envolvendo flechas que precisam atravessar uma chama.
Já o puzzle associado à fantasma verde, que originalmente envolvia montar uma imagem com blocos dentro de um limite de tempo, foi modificado. No remake, o limite de tempo foi removido e as próprias peças apresentam pistas visuais para ajudar na resolução.
As irmãs fantasmas também receberam mais expressividade na encenação. Na opinião de Rodrigo, dar mais personalidade a personagens já conhecidos torna esses encontros mais interessantes sem exigir a substituição de elementos importantes da aventura.
A atmosfera do templo também chamou sua atenção. A madeira, os corredores e a luz refletida pelos vitrais reforçam a sensação de estar explorando uma mansão assombrada, intensificando o desconforto que já fazia parte da área original.

O resultado, é um lugar que continua familiar, mas exige que o jogador observe novamente o ambiente e compreenda as novas soluções propostas pelo remake.
Rodrigo ressalta que não teve a oportunidade de testar todos os templos e masmorras. Por isso, ainda não sabe se todas as áreas passaram por revisões semelhantes.
Dublagem em português brasileiro dá novo peso às cenas

A dublagem em português brasileiro foi um dos aspectos que mais emocionaram Rodrigo durante o teste. Para ele, ouvir os personagens falando em nossa língua acrescenta uma nova dimensão às cenas, permitindo perceber o peso emocional das palavras sem depender apenas da leitura dos diálogos em texto.
Um dos exemplos citados é a Grande Árvore Deko conversando com Navi. A presença de vozes, acompanhada de cenas mais longas, contribui para tornar os acontecimentos mais expressivos e aprofundar a experiência narrativa.
A despedida de Link e Saria na saída da Floresta Kokiri foi outro momento marcante. Rodrigo explica que a relação entre os personagens ganha uma dimensão especial quando considerada a história de Saria e o fato de que Link não é um Kokiri como os outros.
A atuação da dublagem, em sua avaliação, reforça esse sentimento.
A coruja Kaepora Gaebora também ganha destaque com a inclusão de voz. A cena em que o personagem se apresenta e se oferece para orientar Link se torna mais cinematográfica.
Ele também elogia uma mudança na forma de apresentar as falas: em vez de precisar avançar repetidamente pelos diálogos para sair de uma conversa, o jogador pode consultar novamente as informações no menu. Isso diminui um dos pontos de frustração presente no original.
Essa prévia deixou um sentimento de que o trabalho da equipe de localização da Nintendo está de parabéns. Desde que passamos a receber os títulos da franquia em português foi possível notar que há muito carinho envolvido nesse projeto.
Nem tudo são…. flores? Alguns pontos de atenção
Apesar de elogiar o visual e a fluidez da movimentação, Rodrigo identificou alguns aspectos técnicos que chamaram sua atenção durante a sessão.
O jogo rodava a 60 quadros por segundo, mas foi possível pereber serrilhados nos contornos dos personagens e cintilação em alguns elementos da imagem. Segundo Rodrigo, essas características ficaram mais perceptíveis porque o teste foi realizado em uma televisão grande, cuja resolução era superior à resolução apresentada pelo jogo.
O estilo artístico continua bonito e ajuda a preservar a atmosfera mágica de Hyrule. Ainda assim, parece que alguns detalhes visuais poderiam receber mais refinamento. Como o teste não ocorreu em uma versão final, vale esperar para avaliar como o jogo chegará ao público.
Outra questão envolve a funcionalidade que permite tocar a ocarina por meio da voz. Rodrigo conseguiu utilizá-la em sua primeira tentativa, mas outros participantes precisaram repetir o processo, e ele próprio não conseguiu reproduzir algumas músicas posteriormente.
Ponto importante aqui: O console usado no teste estava dentro de uma caixa fechada e distante de onde os participantes falavam, o que pode ter prejudicado o reconhecimento da voz. Como os comandos pelos botões funcionaram normalmente, ele não considera possível concluir, com base nessa experiência, que exista um problema no jogo.
Remake mantém a essência, mas renova a experiência

Depois de duas horas de teste, Rodrigo saiu com vontade de continuar jogando (nota da redação: entendemos completamente né? haha venha Zeldinhaaa!) . O que parecia uma oportunidade de revisitar um dos jogos mais importantes da indústria acabou despertando uma curiosidade diferente: descobrir o que mudou em lugares que ele acreditava conhecer tão bem.
A combinação de novas mecânicas, puzzles reformulados, pequenas missões, melhorias na exploração e dublagem em português brasileiro fez com que o reencontro com o clássico também tivesse momentos de surpresa e emoção.
As impressões, no entanto, são baseadas em uma sessão limitada ao conteúdo testado. Não sabemos se todas as dungeons receberam o mesmo nível de revisão e é importante destacar que alguns aspectos técnicos precisam ser reavaliados na versão final.
The Legend of Zelda: Ocarina of Time Remake tem lançamento previsto para 5 de novembro, exclusivamente no Nintendo Switch 2.
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