Durante uma viagem a New York para um evento exclusivo organizado pela Nintendo, o Rodrigo Coelho (nosso querido Coelho no Japão) teve a oportunidade de testar em primeira mão Mario Tennis Fever, novo capítulo da tradicional franquia esportiva. Em meio a outras experiências — como Pragmata, Resident Evil 9, novidades de Super Mario Bros. Wonder e até o retorno do Virtual Boy —, este foi o game que acabou chamando atenção pelo quanto evoluiu sem perder a acessibilidade para novos jogadores.
Antes de tudo, vale reforçar: esta é uma prévia, baseada em cerca de 30 minutos a 1 hora de gameplay, testando alguns modos e partidas locais. A análise completa fica para o lançamento. Ainda assim, o que foi possível jogar já deixou impressões bem claras do que podemos esperar neste lançamento.
Um Mario Tennis mais acessível… e mais profundo

Mario Tennis sempre alternou entre propostas mais simples e outras mais técnicas ao longo da sua história. Em Mario Tennis Fever, a Nintendo parece ter encontrado um equilíbrio interessante entre esses dois mundos.
A regra é clara: qualquer botão gera uma raquetada, então mesmo quem não domina as mecânicas consegue devolver a bola e se divertir. Ao mesmo tempo, quem sabe o que está fazendo encontra mecânicas realmente competitivas, com tipos de golpes distintos, gerenciamento de barra, posicionamento e leitura de jogo.
Mesmo sem testar o modo de controles por movimento, ficou evidente que o jogo foi pensado para funcionar bem tanto de forma casual quanto competitiva.
Fever Rackets: a grande virada da gameplay

A maior novidade do jogo são as Fever Rackets, raquetes especiais com habilidades únicas. São 30 modelos diferentes, cada uma alterando o ritmo da partida de forma significativa.
Alguns dos modelos testados na sessão:
- Ice Racket, que congela áreas da quadra;
- Shadow Racket, que cria uma cópia sombria do personagem;
- Mini Mushroom Racket, que encolhe o oponente;
- Raquetes elétricas que criam zonas de impacto no chão.
Durante partidas em duplas, a Shadow Racket se destacou. Ao criar um “clone” controlado por IA, a sensação é de estar jogando 3 contra 2, cobrindo muito mais espaço da quadra. Esse clone reage automaticamente à bola e replica os golpes do jogador, tornando a estratégia extremamente interessante — embora temporária e limitada por dano.
Esse sistema cria algo que a franquia nunca teve de forma tão clara: um metagame. Combinar tipo de personagem com tipo de raquete faz toda a diferença, e algumas escolhas funcionam melhor contra outras. É um Mario Tennis que incentiva leitura de oponente e adaptação.
Fever Shots, HP e partidas mais caóticas (e estratégicas)

Outra adição importante são os Fever Shots, golpes especiais ativados ao encher a barra FV. Ao usar o especial, o tempo desacelera, permitindo mirar o golpe com precisão — mas o adversário também enxerga sua intenção e pode reagir.
Esses golpes ativam os efeitos das raquetes e introduzem outra novidade: a barra de vida (HP). Agora, além de marcar pontos, é possível eliminar temporariamente o oponente ao zerar seu HP com ataques especiais ou golpes mal defendidos.
Em uma das partidas, isso levou a um cenário inusitado: três personagens de um lado da quadra contra apenas um do outro. O resultado? Caos controlado — e muito divertido.
O HP também redefine os arquétipos dos personagens. Os “pesados” agora não são só fortes, mas também mais resistentes, enquanto personagens rápidos cobrem mais espaço, porém com menos margem para erro.
Maior elenco da história da série

Mario Tennis Fever conta com 38 personagens jogáveis, o maior elenco da franquia até hoje. Entre os destaques estão estreias curiosas como Goomba, Nabbit, Piranha Plant, Baby Wario e o inédito Baby Waluigi.
Os personagens são divididos em categorias como: Técnica, Defesa, Velocidade, Poder, Truque e Equilibrados
Essa classificação influencia diretamente o gameplay e se conecta com o sistema de raquetes, reforçando ainda mais a ideia de builds e estratégias diferentes.
Mecânicas clássicas, agora mais claras
Os golpes tradicionais continuam presentes, mas agora cada tipo tem um botão dedicado, o que torna o aprendizado mais intuitivo:
- Topspin: golpe ofensivo que empurra o adversário
- Slice: defesa com curva, ideal para controle
- Flat: rápido e reto, ótimo para finalizar
- Lob: bola alta para pegar o oponente avançado
- Drop Shot: curtinha próxima à rede
Além disso, o jogo introduz:
- Parry, para reduzir dano e empurrão se o timing for perfeito
- Super Charge Shot, golpes super carregados
- Serve Timing, recompensando saques bem executados
- Taunts, provocações que concedem pequenos buffs
É um sistema que lembra, em profundidade, algo próximo ao que Super Smash Bros. faz: quanto mais você joga, mais você evolui como jogador, não só como personagem.
Modos, recursos e o que não foi testado
Algumas novidades ficaram de fora do hands-on, mas já foram apresentadas:
- Modo Aventura “Baby”, com Mario e amigos transformados em bebês;
- Modo Mix It Up, que adiciona efeitos “Wonder” inspirados em Super Mario Bros. Wonder, alterando regras e quadras;
- Game Share, permitindo que amigos joguem sem comprar o jogo (localmente também no Switch 1);
- Customização via Amiibo, desbloqueando designs de bolinhas temáticas.
Esses modos e recursos serão explorados com mais calma na análise final.
Performance e visual: impecável
Tecnicamente, Mario Tennis Fever impressionou. O jogo roda a 60 fps estáveis e utiliza resolução 4K com upscale via DLSS no novo hardware. Não é 4K nativo, mas o resultado na tela é excelente: imagem limpa, animações fluidas e menus extremamente carismáticos.
Os personagens estão expressivos, a plateia agora é totalmente em 3D e nada, em termos técnicos, chamou atenção de forma negativa durante o teste.
Vale a pena jogar Mario Tennis Fever?
Pelas primeiras impressões, sim. Mesmo ainda em estágio de prévia, o novo jogo mostra avanços claros em relação às versões anteriores da franquia. Mario Tennis Fever apresenta um equilíbrio entre acessibilidade e profundidade de mecânicas, permitindo que jogadores casuais se divirtam rapidamente, enquanto quem busca domínio técnico encontra espaço para evoluir e explorar estratégias mais complexas.
As novas mecânicas, como as Fever Rackets, o sistema de Fever Shots e a introdução da barra de vida, adicionam camadas estratégicas sem comprometer a fluidez das partidas. O jogo também se beneficia de um elenco amplo, boa performance e um ritmo que favorece tanto o multiplayer local quanto disputas mais competitivas.
Ainda é cedo para um veredito final, já que modos importantes não puderam ser testados neste primeiro contato, mas tudo indica que Mario Tennis Fever tem potencial para se firmar como um dos capítulos mais interessantes da série. A resposta definitiva vem na análise completa, em breve, aqui no portal Coelho News e no canal do Coelho no Japão, no Youtube!
Acompanhe a cobertura completa do evento de novidades da Nintendo em New York:
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Mario Tennis Fever
Console
Nintendo Switch 2
Desenvolvedor
Camelot
Gênero
Esportes
Nº de jogadores
Até 4 Jogadores
Data de lançamento
12 de fevereiro de 2026
Idioma Português
Sim

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