Em uma série de publicações no Bluesky, o ex-gerente da Capcom Miguel E. Corti revelou detalhes dos bastidores do desenvolvimento de Resident Evil 7: Biohazard. O jogo, responsável por revitalizar a franquia de terror após a recepção morna de Resident Evil 6, passou por diversas mudanças drásticas de conceito e roteiro.
It's great to see this game still generating critical discussion some 10 years later. It's flaws stand out more so probably thanks to the comparisons to the remakes. As someone deeply involved with the production, I can say a lot of the flaws were vividly present at the time, and roundly ignored.
— Umberto Echo Chamber (@miguel-corti.bsky.social) 2026-10-18T21:37:17.272Z
Corti explicou que o projeto começou em um momento de forte sentimento anti-japonês na indústria dos games, quando Call of Duty dominava o mercado. O sucesso de The Last of Us serviu de grande inspiração para a equipe, que buscava unir ação e terror. O filme A Morte do Demônio (2013) também foi uma influência massiva, tanto que o nome da protagonista Mia foi retirado do longa.
Originalmente, o protagonista Ethan Winters seria silencioso. A ideia foi descartada quando decidiram que sua esposa seria sequestrada e dada como morta. Segundo Corti, não seria coerente ter um protagonista mudo passando por um trauma tão grande, embora Ethan ainda demonstre reações um tanto apáticas ao longo da história.
A famosa escolha entre salvar Mia ou Zoe foi inserida quando o roteiro estava quase pronto. Corti contou que todos os desenvolvedores japoneses escolhiam Mia, enquanto os não-japoneses optavam por Zoe. Questionado sobre o motivo de sua escolha, ele respondeu que “ela é a esposa do Ethan, não minha. Ele acha que ela está morta e depois tem a mão cortada por ela. A Zoe nos ajudou e precisa de ajuda”.
A presença de Chris Redfield no final foi uma forma de acalmar os fãs mais antigos. O roteirista decidiu colocar o logotipo da Umbrella em seu braço para gerar burburinho, mas os jogadores ficaram mais incomodados com sua aparência diferente. Por conta da tecnologia de fotogrametria, a equipe não encontrou um modelo que se parecesse com o Chris clássico.
Apesar do início lento, com 3 milhões de cópias vendidas no primeiro ano, o jogo ganhou fôlego com o tempo. A boa recepção da crítica e o hype para Resident Evil Village atraíram novos jogadores, que se conectaram bem com a trama mais isolada da lore principal.
Fonte: Nintendo Life
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