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Embora diversas empresas do mundo dos games peçam para que fãs parem seus projetos, a Nintendo e a Pokémon Company se tornaram especialmente famosas nesse sentido. Segundo Don McGowan, advogado que representou os interesses dos monstros de bolso, condições específicas fazem com que ordens de derrubada se tornem mais ou menos prováveis.
Em uma entrevista ao site Aftermath, o profissional — que também trabalhou para a Bungie e a Microsoft —, explicou que era comum receber da Pokémon Company links com notícias sobre projetos de fãs. “A pior coisa na terra é quando seu projeto de ‘fã’ ganha publicidade, porque agora eu sei sobre você”, afirmou.
Foto: Divulgação/Pokémon Company
McGowan explicou que não basta que um projeto se torne conhecido para que um pedido de derrubada aconteça. Segundo ele, companhias de games esperam para descobrir se os jogos de fãs vão ser financiados de alguma forma, e somente depois disso é que há uma interação. Esse foi um dos meios como a Nintendo conseguiu tirar o Yuzu do ar há algumas semanas, por exemplo.
Pokémon Company não gosta de processar fãs, afirma advogado
O advogado que costumava representar a Pokémon Company afirma que, ao contrário do que possa parecer, nenhuma empresa gosta de ter que processar seus fãs. No entanto, isso não é um empecilho para que elas decidam encerrar projetos que violam seus direitos intelectuais e lucram com eles.
O advogado, que não faz mais parte da Pokémon Company desde 2020, afirma que teria decidido entrar com uma ação contra a desenvolvedora independente. Segundo ele, o jogo se trata de uma das “diversas imitações” que ele costumava ver rotineiramente enquanto trabalhava para a dona das criaturas de bolso.