O jogo “The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered” finalmente chegou ao Switch 2 em meio à preocupações com performance, afinal, esse é um jogo considerado pesado, e com sérias perdas para caber em hardwares mais modestos como o SteamDeck, que é próximo do Switch 2.
Após o lançamento, entre boas e más notícias, é possível dizer que o port se saiu muito bem. Mas, em especial, no modo portátil, é também possível dizer que a nova versão do jogo é a definitiva.
Como Funciona
Para os navegantes de primeira viagem, a franquia “The Elder Scrolls” é uma das mais tradicionais e importantes dentro dos RPGs ocidentais de ação. O combate é em tempo real e pode ser feito com armas diversas conforme o jogador as encontra ou saqueia, assim como basicamente todo equipamento e itens. Ações do jogador interferem na narrativa, um guarda atacado sem motivo, te torna um perseguido pela segurança.
Em Oblivion, o quarto episódio da série, uma série de Quests marcantes esperam o jogador numa história mais presente do que a liberdade absurda de Skyrim, num mundo vasto para explorar, e com a possibilidade de se jogar em primeira ou terceira pessoa, e numa ambientação totalmente medieval mais tradicional.
No Switch 2
A versão dock/TV do jogo tem pontos altos e baixos. E os altos se sobressaem:
Qualidade alta de texturas.
Boa Iluminação de ambientes fechados e abertos.
Reflexos na água.
Vegetação rica.
Em geral, visualmente o jogo agrada demais.
Os contras aparecem mais em termos de performance:
Taxa de 30 quadros por segundo (30 fps).
Algumas quedas nessa taxa.
Leves e situacionais “travadinhas”, principalmente em momentos em que se corre.
É opinativo, mas pessoalmente, ainda julgo que é perfeitamente possível jogar o Oblivion inteiramente no Switch 2, e com um bom nível de satisfação, exceto para os mais exigentes, principalmente com performance.
Já o modo portátil, apesar de continuar com limitações como os 30 qps, apresenta mais estabilidade (possivelmente pelo uso do VRR) enquanto mantém a qualidade visual ainda alta. Mesmo com a natural queda de resolução entre os modos, a tela menor do modo portátil acaba deixando o jogo num formato tão agradável quanto, ou até superior, afinal, jogar em modo portátil é muito bom e prático.
Imagens do modo portátil, capturadas diretamente do console.
Vale a Pena?
Definitivamente, The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered se mostrou uma adição valiosa ao catálogo do Nintendo Switch 2, e mostrando como jogos pesados de mundo aberto, feitos na Unreal Engine 5, performam de forma satisfatória no console.
Para os que já tem outras plataformas atuais, mais potentes, como os consoles de mesa ou um bom PC, e gostam de jogar na TV, o atrativo dessa versão acaba sendo o cartucho do Switch 2, que traz o jogo base completo, exigindo download apenas das expansões. Mas os que gostam priorizam o modo portátil, podem encontrar aqui uma versão “On The Go” definitiva. E claro, para os que tem somente o Nintendo Switch 2, e gostam de RPGs ocidentais, o título entra na categoria de imperdíveis.
Roteirista e integrante da equipe Coelho no Japão desde 2020. Comprou um WiiU por causa de Smash Utimate mesmo tendo acesso no 3DS...e não se arrependeu.
Adora ser caçador de jogos desconhecidos que ele jura que é bom, mas só ele gosta, os tais "PedrokaGames" segundo seus companheiros de equipe.
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