Adaptação fiel do anime com novos modos e conteúdo
O Nintendo Switch recebe a sequência de um dos jogos mais comentados por fãs de anime nos últimos anos: Demon Slayer – Kimetsu no Yaiba – The Hinokami Chronicles 2. Desenvolvido pelo mesmo estúdio por trás da série Naruto Storm, o título promete expandir a experiência do primeiro jogo, trazendo mais modos, mais personagens e mais conteúdo para mergulhar no universo criado por Koyoharu Gotouge. A equipe Coelho no Japão já tem suas primeiras impressões com o game e você pode conferir na leitura desta matéria ou no vídeo a seguir:
Para quem jogou o primeiro Hinokami Chronicles, a sequência já se apresenta com mais opções desde o início. Uma das adições mais úteis é o modo resumo, que traz cenas e batalhas pontuais para recapitular os principais eventos do primeiro jogo. Isso ajuda tanto quem jogou há muito tempo e quer refrescar a memória, quanto quem pulou a primeira experiência mas ainda assim quer entender a história.
O modo história mantém a fórmula que consagrou o estúdio: sequências cinematográficas fiéis ao anime, intercaladas com combates dinâmicos que avançam a narrativa. A transição do enredo para a jogabilidade é fluida, e mesmo quem já conhece o desfecho dos arcos vai se divertir com a qualidade da adaptação.
Hashiras e o modo treino com toque de roguelike
Um dos destaques desta sequência é o novo modo de treino com os Hashiras — os espadachins mais poderosos da história. Aqui, o jogo se afasta um pouco da experiência puramente narrativa e aposta em algo mais experimental: um formato arcade com elementos de roguelike.
A mecânica funciona assim: a cada confronto, você escolhe entre duas ou três batalhas possíveis, e cada vitória oferece bônus que alteram sua build, como aumento de dano, velocidade de movimento ou melhorias defensivas. Existem três níveis de dificuldade, cada um com mais lutas e inimigos mais fortes, e cada Hashira apresenta uma rota diferente para seguir. É um sistema que incentiva a experimentação e a rejogabilidade, e que, mesmo simples, acrescenta uma camada estratégica à experiência.
Multiplayer e comunidade online
O modo online mantém o foco em partidas casuais, com rankings mensais e uma pontuação geral permanente. Não há a pretensão de competir com jogos de luta de alto nível técnico como Street Fighter ou Tekken. Ainda assim, é possível se divertir contra jogadores do mundo todo.
Vale mencionar que, no Nintendo Switch, parte da base de jogadores online é composta por japoneses, o que pode gerar algum lag devido à distância dos servidores. Porém, para quem busca apenas algumas partidas ocasionais, o desempenho é aceitável.
Elenco e variações de personagens
A sequência traz 46 personagens jogáveis, mas esse número não é tão direto quanto parece. Assim como em Naruto Storm, há variações do mesmo personagem com estilos de luta diferentes. Por exemplo, Tanjiro aparece em quatro versões, cada uma com golpes e habilidades distintas. Embora isso amplie o leque de opções, nem todos os personagens oferecem uma jogabilidade radicalmente diferente, o que pode deixar alguns jogadores com a sensação de repetição.
Gameplay: simples e acessível, mas limitada para veteranos
O sistema de combate segue a linha dos jogos de anime voltados para um público amplo: controles fáceis de aprender, combos simples de executar e foco no espetáculo visual das lutas. Isso torna o jogo muito acessível para novatos, mas pode frustrar jogadores que buscam profundidade técnica, pois muitos personagens compartilham padrões semelhantes e não exigem estratégias complexas para dominar.
Do ponto de vista de fãs do anime, a simplicidade ajuda, pois permite que qualquer um entre rapidamente nas batalhas e reproduza momentos icônicos sem se preocupar com execuções complicadas.
Desempenho no Nintendo Switch
Imagem: Canal Hands On Power (Youtube)
O Hinokami Chronicles 2 é mais ambicioso que seu antecessor, e isso se reflete no desempenho do Switch. O jogo roda a 30fps estáveis, o que garante fluidez suficiente para o gênero. No entanto, algumas cenas cinematográficas podem apresentar pequenas quedas ou perda de nitidez. No geral, o port é competente, preservando boa parte da qualidade visual mesmo nas limitações do hardware híbrido da Nintendo.
Um ponto que ainda denuncia sua natureza de adaptação rápida é a física. Personagens podem se comportar de forma estranha ao colidir com paredes, e objetos quebráveis carecem de realismo, com animações simplificadas. Não chega a comprometer a diversão, mas é um detalhe que impede o jogo de alcançar maior refinamento técnico.
E aí, vale a pena jogar Demon Slayer – Kimetsu no Yaiba – The Hinokami Chronicles 2 ?
Se você é fã de Demon Slayer e quer vivenciar a história com visual e trilha de alta qualidade, The Hinokami Chronicles 2 é praticamente obrigatório. A adaptação é fiel, o conteúdo é generoso e há modos extras que ampliam a experiência.
Por outro lado, se a sua expectativa é um jogo de luta competitivo, com profundidade e técnicas avançadas, talvez seja melhor buscar outras opções no catálogo do Switch. O título aposta no espetáculo e no carisma dos personagens, e não em sistemas de combate complexos.
Análise em texto elaborada com base no roteiro do vídeo produzido por Pedroka, contando com revisão e aprovação de Rodrigo Coelho.
Resumo da análise
Prós
Adaptação fiel e cinematográfica da história do anime.
Modo resumo útil para novatos e veteranos.
Novo modo de treino com Hashiras traz variedade e fator replay.
46 personagens jogáveis, com múltiplas variações.
Port competente no Nintendo Switch, com 30fps estáveis.
Contras
Combate simples e pouco profundo para veteranos de jogos de luta.
Algumas variações de personagem pouco se diferenciam.
Pequenas quedas de qualidade visual em cenas mais pesadas.
Física limitada e interações pouco realistas com o cenário.
Integrante da equipe Coelho no Japão, produtor de conteúdo sobre games e treinador Pokemón desde os 6 anos (sem revelar idade por aqui, galera).
Suas franquias favoritas são Super Mario e Zelda e é time Nintendo – mas nem por isso deixa de jogar todos os exclusivos da Sony.
Tem amor por jogos de mídia física e coleciona mais HQ’s de Spider-Man do que cabe no armário de casa.
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