Review | Croc Legend of the Gobbos

19 horas atrás • Nintendo Boy • Via CoelhoNews.com: Seu agregador de notícias Nintendo
Desenvolvedora: Argonaut Games
Publicadora: Argonaut Games
Gênero: Plataforma 3D
Data de lançamento: 02 de abril de 2025
Preço: R$ 149,50
Formato: Digital

Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela Argonaut Games.

Revisão: Manuela Feitosa

No final dos anos 90, no ápice do grande pulo que a indústria teve para a terceira dimensão, uma variedade de empresas tentaram fazer o melhor uso possível de toda a nova tecnologia que os consoles de nova geração tinham a oferecer. Até por isso, é um pouco engraçado ver como alguns jogos da época mudaram muito desde sua concepção até o lançamento, com alguns se parecendo produtos completamente diferentes.

Um desses casos é Croc: Legend of the Gobbos. Desenvolvido pela Argonaut Softwares, o título foi originalmente concebido como um jogo 3D… do Yoshi! É, aquele Yoshi da Nintendo que todo mundo conhece. Antes mesmo de Super Mario 64 sequer sonhar em existir, a Argonaut já experimentava alguns conceitos de jogo 3D com o personagem, com o projeto infelizmente sendo recusado pela Nintendo — dando assim origem ao Croc que nós conhecemos hoje!


O jogo foi lançado para PS1, PC e SEGA Saturn, fazendo um sucesso bom o bastante para garantir uma sequência… e ser esquecido logo em seguida. É, Croc não é uma franquia muito extensa, o que deixa a existência de um remaster do primeiro jogo ainda melhor! Mas como a nova versão desse clássico cult se compara com a original? Bem, hora de descobrirmos.

A Lenda dos Gobbos

Croc é um crocodilozinho que foi abandonado por sua família de sangue e adotado por uma tribo de criatura chamada Gobbos. Os Gobbos cuidaram de Croc sua vida toda, o criando como um de si. Isso até que um certo dia, um vilão chamado Baron Dante invade a vila dos Gobbos e os prende em grandes jaulas de ferro, mandando Croc para longe. Agora é a missão do nosso herói salvar sua família adotiva e derrotar de uma vez por todas o malvado Baron Dante.

Típico de jogos do gênero, a história não é nada de mais e só tá aqui pra te dar um contexto do porquê a aventura tá acontecendo. Serve seu propósito e as cutscenes são até fofinhas, mas não espere uma narrativa super envolvente e desenvolvida vindo desse jogo.

Charme na simplicidade

A verdade é que Croc é um jogo extremamente simples, desde seus princípios básicos até seu game design inteiro. Com o crocodilo, você não pode fazer muito mais do que andar, pular, dar um ataque com sua cauda, um “ground pound” e escalar algumas paredes específicas: é uma lista de movimentos bem limitada mas que, dado a simplicidade que o próprio level design introduz, é bem-vinda.

As fases não são muito longas e não tem muitas mecânicas complexas, na maioria das vezes você vai se encontrar apenas caminhando e pulando por plataformas… Algo que, por um lado, tem seu charme, e que por outro pode ficar bem repetitivo se você for atrás de todos os coletáveis que o jogo tem a oferecer.

Seu objetivo aqui é simplesmente chegar no fim das fases, e elas não costumam durar mais que 3 ou 4 minutos. São 45 fases ao todo, com duas delas em cada mundo sendo de chefe, resultando num jogo relativamente curto que você pode terminar em cerca de 2 ou 3 horas se quiser apenas ir até o final.


Claro, tem alguns coletáveis pelos níveis que são interessantes de ser coletados. Primeiramente, esses cristais que servem como os anéis da franquia Sonic: se você tomar dano tendo cristais em posse, eles vão sair voando pelo mapa; tome dano sem nenhum cristal e você perde uma vida.

Também tem os Cristais Coloridos, que se coletados desbloqueiam um desafio extra ao fim da fase. E o último coletável são os próprios Gobbos, que normalmente estão presos em gaiolas e você deve libertá-los com chaves espalhadas pelas fases. O jogo não fica muito mais complexo que isso, mas ele não precisa ser. Croc é um jogo que encontra charme em sua própria simplicidade e executa muito bem o que ele deseja fazer durante sua curta duração.


O grande ponto negativo, entretanto, são os chefes: eles são super fáceis, mas de alguma forma super desengonçados também. Eles seguem o padrão de ter que esperá-los atacar pra eles ficarem vulneráveis e você poder dar seus golpes, mas eu senti que às vezes meus danos ou não computavam, ou se convertiam em dano para mim, o que me fez morrer algumas vezes. Nada muito grave, mas aconteceu.

As adições de um remaster bem feito!

Sendo um remaster, é lógico que o jogo foi atualizado graficamente para ficar mais “atual”. O modelo dos personagens tem mais polígonos, a iluminação é mais bonita e dinâmica e as texturas estão totalmente em HD! A geometria das fases não foram refeitas, mas acho que o jogo ficou com um aspecto bem charmoso em sua versão remasterizada.

Vale mencionar que no menu de opções existe uma configuração para ativar os gráficos originais do PS1 caso você deseje, com direito até a um filtro de TV Tubão (que eu pessoalmente prefiro não usar). O resultado é bem parecido ao que você conseguiria no PS1! Opção mais do que bem-vinda.

Mas de longe a adição que mais faz diferença é o controle analógico. Sendo um jogo do início do PlayStation 1, Croc foi projetado para ser jogado com o D-Pad com controles de tanque, e digamos que esse não é exatamente o meio mais confortável de se jogar um jogo de plataforma 3D, né? Pensando nisso, o remaster adiciona uma opção maravilhosa de jogar com o analógico do controle, deixando a movimentação mais fluida e o jogo bem mais gostoso de se jogar.


A versão definitiva de um clássico!

O remaster de Croc é a versão definitiva de um clássico que já era bem competente! A nova versão deixa o que já era um jogo simples mas charmoso ainda melhor, com visuais retrabalhados e um esquema de controle refeitos para a geração atual. É uma ótima deixa para um possível remaster do menos reconhecido Croc 2 e, quem sabe, um eventual retorno da franquia com um jogo novo.

Pros:

  • Trabalho de remasterização muito bem feito;
  • Simples, porém charmoso;
  • Os controles refinados ficaram muito bons;
  • Visuais bonitos.

Contras:

  • Chefes ruins.

Nota

8

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