Análise – Ever 17 – The Out of Infinity
E vamos de mais uma Visual Novel. Continuando a série Infinity, depois do remaster de Never 7, chegamos ao segundo jogo, Ever 17 – The Out of Infinity, que foi lançado junto com ele. Como será que esse jogo se sai depois de tanto tempo?
Sobre Ever 17 – The Out of Infinity

Seguindo o sucesso que foi Infinity, que depois virou Never 7, a equipe começou a trabalhar em uma história nova, ainda testando as questões de ficção científica com o sobrenatural.
Com um desenvolvimento iniciado em 2001, mas tendo que ser encurtado em dois meses por causa do lançamento em consoles, foi um projeto difícil, mas muito bem-feito e terminado em tempo recorde para a equipe.
O nome do jogo veio ao final do processo de desenvolvimento, e o 17 foi adicionado só para soar legal com o 7 de Never 7, e aí, foram incluídas razões para o número na história do jogo.
O jogo foi lançado originalmente no Dreamcast e no PS2 em agosto de 2002, e foi lançado no ocidente cinco anos depois, com recepções ainda mais positivas que seu antecessor. E daqui pra frente que a história de amor de quem é fã com a franquia acaba, e começa uma relação conturbada.
Em 2011, um remake do jogo com o nome de Ever 17 foi lançado no Xbox 360, com muitas mudanças. Essas mudanças começam com os gráficos, que mudam do 2D para um 3D estranho. Além disso, mudaram a personalidade de algumas personagens, a ordem que alguns eventos acontecem, a duração de alguns diálogos e até mesmo cortaram algumas partes, o que faz com que a história tenha um ritmo diferente. Isso fez com que fãs mais rígidos da série se revoltassem e considerassem esta versão um insulto à obra original. Outras pessoas, especialmente quem não conhecia a saga antes, considerou essa história muito boa, e algumas pessoas gostam das duas, e consideram que esta versão conta a história de maneira mais fluida, enquanto a primeira o faz de maneira mais profunda.
De qualquer forma, se você quiser jogar a versão original, precisa achar uma das traduções de fãs, porque a versão que nós recebemos para o Nintendo Switch e outros consoles é um remaster do remake de 2011.
Ainda não temos informações sobre os outros jogos da série Infinity, se receberão versão remasterizada, ou não.
História

Em Ever 17 – The Out of Infinity, você assume o papel de duas pessoas diferentes, mas cujos caminhos se cruzam: Takeshi Kuranari, um estudante normal e com inteligência limitada, e outra pessoa, um garoto que perdeu a memória e é chamado apenas de “Kid”, ou “Boy”, dependendo da cena.
Na história, vocês estão num parque marinho submarino que fica a cerca de 50 metros abaixo da superfície quando um acidente faz com que parte do parque fique inundada, e as comunicações estão cortadas. A maioria das pessoas consegue evacuar, mas vocês ficam presos com algumas outras pessoas no parque, e precisam tentar dar um jeito de sair. Com Tsugumi, uma garota fechada que não se dá bem com ninguém, You Tanaka, que trabalhava no parque, Sora, uma inteligência artificial que você só vê por causa dos dispositivos do parque, e uma garotinha, Coco Yagami, que com seu cachorro, ficou presa lá embaixo também.
Descobrindo que vocês têm menos de 120 horas para sobreviver, a existência vira uma corrida contra o tempo para chegar no submarino que garantiria a fuga e a sobrevivência.
A história fica ainda mais profunda conforme você termina os dois caminhos, porque você abre uma terceira rota, que conta a história como um todo, e tem o final verdadeiro da história. Tudo envolve viagem no tempo, paradoxos temporais, vírus criados em laboratórios e muita, muita, muita janela de texto.
Há algumas diferenças na história entre os dois jogos, sim, mas a essência é a mesma, e os finais são semelhantes o suficiente para dizer que não é uma ofensa à memória do jogo original, mais como uma releitura, uma recontagem dos fatos, como versões de Grimm e Andersen para o mesmo conto de fadas: a história base é a mesma, mas a maneira de ser contada, diferente.
A versão original é mais profunda, passa mais tempo construindo a história antes de revelar seu grande plot twist, e é a melhor obra escrita por Kotaru Uchisoki.
A história do remake tem um tempo mais rápido, menos tempo sem nada acontecendo, vai revelando mais coisas durante a história, mas acaba tendo um final um pouco previsível demais, em vez de um grande plot twist.
Minha recomendação é jogar as duas, e comparar sua experiência com ambas.
Jogabilidade

Se você leu o que escrevi nessa parte no texto de Never 7, é basicamente a mesma coisa aqui, em todos os pontos positivos e negativos. Há uma quantidade menor de rotas disponíveis, então, você conseguirá chegar aos finais importantes mais rapidamente. Aqui, você também pode pular todos os textos que já tenha visto ao rejogar, e também há um montão de espaços para salvar seu jogo, além de a opção de fazê-lo a qualquer instante. Não confie no Quick Save, porém. Eu perdi mais de uma hora de jogo quando meu Quick Save não foi guardado.
Os problemas de UI ainda são reais aqui, mas há diversas opções de velocidade e exibição de texto, então, nada na estrutura do sistema atrapalha a experiência de jogar.
A exemplo do jogo anterior, suas decisões vão causar resultados diferentes, mas a influência aqui é menor que em Ever 7. Por outro lado, o remake tem uma rota final diferente do jogo original, então, você poderá viver uma parte que não foi vivida anteriormente.
Parte Técnica

Never 7 pecou muito aqui, mas Ever 17 não sofre de todos os mesmos males. Alguns deles, sim, mas não todos. A tradução ainda é horrível, há erros gramaticais em vários blocos de texto e, em alguns casos, atrapalham o momento específico, porque distraem e diminuem o impacto da cena.
Apesar disso, como foram feitos gráficos novos 2D, mudando do 3D da versão remake, há novos cenários, os modelos das personagens são bem bonitos, os sons, a trilha sonora e as dublagens remasterizadas por completo ficaram de alta qualidade, o que torna a experiência muito agradável. As músicas não são tão genéricas quanto em Never 7.
Sobre os gráficos, apesar de terem transformado as cenas comuns em 2D, muitas cutscenes em 3D continuam no jogo, o que pode passar uma sensação de estranheza pela súbita mudança, mas ao mesmo tempo são bem bonitas em alguns pontos.
O jogo só tem tradução para o inglês, então, novamente, nenhum outro idioma contemplado para localização.
Conclusão
Ever 7 – The Out of Infinity traz uma versão remasterizada do remake de 2011, em vez de a versão original de 2000. Apesar das mudanças, ainda é uma história cheia de reviravoltas, com personagens interessantes, o que faz valer a experiência. Apesar disso, recomendo fortemente jogarem a original antes ou depois.
Análise feita com cópia gentilmente cedida pela Spike Chunsoft

Ever 7 - The Out of InfinityExperiência VálidaEver 7 - The Out of Infinity traz uma versão remasterizada do remake de 2011, em vez de a versão original de 2000. Apesar das mudanças, ainda é uma história cheia de reviravoltas, com personagens interessantes, o que faz valer a experiência. Apesar disso, recomendo fortemente jogarem a original antes ou depois.PrósApesar das mudanças na história, ela tem um ritmo muito bomPersonagens mais complexas do que aparentam serCada caminho concluído libera mais informaçõesReviravoltas interessantes e inesperadas na históriaRetorno aos sprites 2D, boa dublagem e bonitos cenários novosContrasPara uma galera presa num acidente submarino, passam muito tempo esperando para fazer coisasErros de tradução e de ortografiaAusência do Português e de qualquer outro idioma como opçãoMudança na história desagrada muito à maioria dos fãs da história original7.5{"@context": "http://schema.org/", "@type": "Organization", "name": "<em>Ever 7 - The Out of Infinity</em>","image": [ "https://universonintendo.com/wp-content/uploads/2025/04/Ever-17-The-Out-of-Infinity-keyart.jpg" ],"review": { "@type": "Review", "reviewRating": { "@type": "Rating", "worstRating": "0", "ratingValue": "7.5", "bestRating": "10" }, "author": { "@type": "Person", "name": "Ary Luz" } }}